Senado 2026: Indecisão domina cenário e nem “bilhete” de Bolsonaro alavanca Pollon
A corrida pelas duas cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado Federal em 2026 começa com um cenário de fragmentação extrema e um dado que salta aos olhos de qualquer estrategista: o eleitor sul-mato-grossense ainda não “comprou” as candidaturas postas. Segundo o levantamento mais recente do IPR/Correio do Estado, o estado vive um empate técnico triplo na liderança, enquanto nomes que apostam no capital político nacional, como o deputado federal Marcos Pollon, enfrentam dificuldades para romper a barreira do desconhecimento.
Um dos pontos mais intrigantes deste início de pré-campanha é a situação de Marcos Pollon (PL). Mesmo ostentando o apoio explícito e o famoso “bilhete de recomendação” de Jair Bolsonaro, o parlamentar não aparece com chances reais de disputa nas primeiras posições.
A análise sugere que o eleitorado conservador do MS, embora fiel ao ex-presidente, parece estar dividindo sua lealdade ou buscando nomes com maior identidade regional e histórico de entregas no estado. Enquanto Pollon foca na pauta ideológica nacional, figuras como Capitão Contar e o ex-governador Reinaldo Azambuja conseguem capilarizar melhor suas mensagens nas bases municipais.
O levantamento estimulado mostra uma disputa acirrada entre três perfis distintos: a experiência executiva de Azambuja, a força do bolsonarismo “raiz” de Contar e a capilaridade política de Nelsinho Trad.
O dado mais valioso para os estrategistas das campanhas é o índice de 89% de indecisos na pesquisa espontânea. Isso indica que não há nomes consolidados e a memória do eleitor está “limpa” para o Senado. A saída de Simone Tebet para a disputa em São Paulo deixou um percentual de órfãos políticos no MS que nenhum dos candidatos atuais conseguiu absorver plenamente ainda, mas pelo perfil moderado, Azambuja e Trad são os destinos mais prováveis.
Em resumo, quem tiver melhor tração e estratégia em suas campanhas, tem um oceano azul para crescer e conquistar a vaga.