Sem liderança federal, Estados se unem para combater a pandemia
Governadores de 25 das 27 unidades da federação (Estados e Distrito Federal) desistiram de esperar pela liderança do Presidente Bolsonaro na condução da pandemia de coronavírus, e decidiram neste domingo assumir a liderança e assumir a coordenação nacional das ações.
A decisão é uma resposta à recusa de Jair Bolsonaro de permitir que o governo federal cumpra com esse papel, que é originalmente dele, especialmente do Ministério da Saúde. Os governadores poderão decretar uma espécie de lockdown nacional ou ao menos medidas restritivas fortes a partir de 14 de março.
O objetivo é conter o avanço do novo coronavírus, que já matou mais de 260 mil pessoas no país. Segundo Dias, 22 governadores estão de acordo com o pacto e as medidas restritivas nacionais. O pedido de uma ação nacional chegou a ser feito para o Ministério da Saúde, mas a resposta foi a de que Jair Bolsonaro “não deixa”.
O objetivo mais urgente da articulação é o de comunicar a população de que o momento é crítico e que é crucial que a circulação seja reduzida imediatamente, para diminuir a ocupação nos hospitais.
Já que toda culpa da omissão do Governo Federal sempre recai sobre os Governadores, por ato recorrente do presidente para se esquivar do mérito da função, é justo que os Governadores tomem a frente da gestão, pois são eles que pagam o preço político e social das consequências que pandemia deixa em seus estados.
O ato é praticamente uma revolução sem golpe, e terá um custo muito alto para o presidente caso as medidas dos governadores tenham bons resultados em pouco tempo.