‘Questão de sobrevivência eleitoral’, diz Ana Amélia (PP), vice de Alckmin, sobre correligionários que apoiam outros presidenciáveis
Candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência, a senadora Ana Amélia (PP) atribui a “sobrevivência eleitoral” a decisão de integrantes de seu partido de apoiarem outros candidatos ao Planalto.
A candidata falou à GloboNews, que, nesta semana, entrevista os postulantes ao cargo de vice-presidente das cinco chapas mais bem colocadas nas pesquisas de opinião. A primeira entrevistada foi Kátia Abreu, vice na chapa de Ciro Gomes (PDT). Os próximos entrevistados são:
- Quarta-feira (5/9): Eduardo Jorge (PV), vice de Marina Silva (Rede);
- Quinta-feira (6/9): Fernando Haddad (PT), vice de Lula (PT);
- Sexta-feira (7/9): General Mourão (PRTB), vice de Jair Bolsonaro(PSL).
Na entrevista, a senadora foi questionada pelo colunista Gerson Camarotti sobre o fato de o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, ter recebido o candidato a vice na chapa de Lula (PT), Fernando Haddad, no Piauí; e sobre uma parcela do PP no Rio Grande do Sul — estado da senadora — apoiar Jair Bolsonaro (PP).
Perguntada por Camarotti se ficava constrangida com esses movimentos, Ana Amélia respondeu que não. “Eu não fico constrangida coisa nenhuma, as atitudes têm que ser as suas responsabilidades”, disse.
“É uma questão de sobrevivência eleitoral do candidato. É o pragmatismo político. Quer dizer, eu faço as coisas por convicção. Os outros fazem por pragmatismo, outros fazem por interesses regionais, que eles têm que explicar por que eles estão fazendo isso”, analisou Ana Amélia.”
Em julho, durante o período de convenções partidárias — quando os partidos definem candidatos e alianças nas eleições —, o PSL, partido de Bolsonaro, declarou apoio à pré-candidatura de Luiz Carlos Heinze (PP) ao governo do Rio Grande do Sul. Após Ana Amélia ser anunciada como vice de Alckmin, o PP desistiu de lançar a candidatura de Heinze.
Ainda sobre o assunto, a candidata disse ser a favor de uma reforma política “de fato e de direito”. “Este sistema político que está em vigor, ele faliu”, afirmou Ana Amélia.