O vírus se alimenta do desrespeito da população

POSTADO EM.: 23 de junho de 2020 ...

Bares lotados, aglomerações nas ruas, festinhas de aniversários, são exemplos de situações que contribuem gravemente para a expansão do Covid-19 em Mato Grosso do Sul.

Com mais 393 exames positivos para o novo coronavírus (Covid-19) nas últimas 24 horas, o número de casos confirmados da doença no Estado chega a 5.784. Foram registrados oito óbitos, passando para 55 mortes pela doença em Mato Grosso do Sul. As informações foram apresentadas nesta terça-feira (23.06) em coletiva de imprensa on-line com autoridades estaduais.

Desde o início da pandemia o que se sabe, é que além das medidas implantadas pelos gestores públicos para fortalecer a área da saúde, o apoio da população seria fundamental para frear a curva de crescimento do novo coronavírus através do distanciamento social, que consiste em sair de casa somente em casos estritamente necessários.

Mesmo com as recomendações incessantemente repetidas pelas autoridades de saúde, é fácil encontrar cenas de muito desrespeito ao distanciamento social por todas as cidades do Estado.

Embora pareça repetitivo, grande parte dos sul-mato-grossenses que poderiam permanecer em casa não tem colaborado, e as taxas de recolhimento mapeadas mostram uma certa negação a pandemia que já ceifou 55 vidas no Estado. Nesta segunda-feira (22.6) o índice de pessoas que respeitaram o isolamento foi de 36,7%, muito aquém do mínimo recomendado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) de 60%.

Nos últimos dois meses a doença avançou com grande velocidade e já se espalhou em mais de 80% do Estado, e nas cidades com maior número de casos o comportamento com relação a pandemia também indica certa despreocupação. A adesão ao isolamento social nos dez municípios com maior número de casos neste início de semana foi a seguinte: Dourados (38,5%), Campo Grande (36,6%), Guia Lopes da Laguna (37,9%), Três Lagoas (39,1%), Fátima do Sul (37,4%), Rio Brilhante (38%), Corumbá (38,3%), Chapadão do Sul (36,1%), Paranaíba (41,5%), e Itaporã (34,4%).

Diante dos assustadores números dos últimos dias,  secretário de saúde, Geraldo Resende chamou atenção para a ocupação de leitos que tem crescido no Estado e fazendo vítimas, principalmente em pessoas que tem comorbidade.

“Isso é fruto principalmente da não contribuição da população. Esse 393 positivos, são pessoas que vieram a se contaminar porque nós estamos contribuindo para o vírus chegar cada vez mais perto do seu hospedeiro. Desse número, certamente alguns deles vão exigir leitos de UTI´s ou leitos clínicos. E mais uma vez eu tenho dito, não adianta a gente correr para montar leitos, se não houver a colaboração da sociedade com o isolamento social”, alertou.

 


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