Eleições 2026: celular fica fora da cabine, mas a “cola eleitoral” é liberada
Justiça Eleitoral esclarece as regras para o dia da votação; anotação com nomes e números dos candidatos é permitida e até recomendada
Faltam poucos dias para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, e com ele voltam as dúvidas de sempre: o eleitor pode levar o celular para a cabine de votação? E a tradicional “cola eleitoral”, aquela anotação com os nomes e números dos candidatos, ainda vale?
A resposta é simples: o celular fica de fora. Para garantir o sigilo do voto, a legislação proíbe entrar no local de votação com equipamentos que possam registrar ou transmitir imagens, como celulares, câmeras, filmadoras e rádios.
Já a cola eleitoral continua valendo — e é até recomendada pela Justiça Eleitoral. Levar um papel anotado com os nomes e números dos candidatos escolhidos ajuda a agilizar a votação e evita aquele nervosismo na hora de digitar os números na urna. Ou seja: nada de depender da memória, o papelzinho é seu aliado.
O que é proibido no dia da eleição
• Portar arma a menos de 100 metros da seção eleitoral, mesmo com porte legal. A exceção vale apenas para forças de segurança autorizadas pela Justiça Eleitoral;
• Entrar na cabine com celular ou qualquer dispositivo que possa comprometer o sigilo do voto;
• Fazer manifestação coletiva, usar roupas padronizadas de campanha, bandeiras em grupo, boca de urna, alto-falantes, comícios ou carreatas;
• Servidores da Justiça Eleitoral, mesários e fiscais usarem qualquer propaganda de candidato ou partido durante o trabalho.
O que é permitido
• Manifestação individual e silenciosa, com bandeira, broche, adesivo ou camiseta do candidato;
• Levar animais de estimação para a sala de votação. A legislação não proíbe, mas tem necessidade? Lembre-se que bom senso e cidadania andam juntos.
• Comércio aberto no dia da votação, desde que os funcionários tenham o direito de votar garantido.
Para os sul-mato-grossenses, cada eleição carrega um significado especial. Criado em 1977, Mato Grosso do Sul escolheu seu primeiro governador pelo voto direto em 1982, com Wilson Barbosa Martins, e desde então construiu uma tradição de participação cidadã que se renova a cada pleito.
Exerça seu direito de voto. A democracia se fortalece com a participação de todos.