Aldeias de Dourados recebem reforço no atendimento durante emergência por chikungunya

POSTADO EM.: 8 de abril de 2026 ...

Dourados (MS) – 8 de abril de 2026
Plano de contingência prioriza diagnóstico precoce, controle da dor e regulação de pacientes na rede hospitalar

Em resposta à emergência em saúde pública causada pelo avanço da chikungunya em Dourados, uma força-tarefa integrada mobiliza esforços para reforçar o atendimento à população, com atenção especial às comunidades indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva de Dourados, além de áreas de retomada. A gestão demonstra compromisso com os problemas de toda a sociedade, atuando nas frentes de assistência direta e reorganização da rede de saúde.

Há 19 dias no município, equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Força Nacional do SUS trabalham em conjunto para ampliar a capacidade de resposta. Na terça-feira (7), a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, reuniu-se com o diretor-geral da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli, e sua equipe para alinhar as ações.

O plano de contingência foca em duas frentes principais: o reforço na linha de frente, com cobertura em quatro unidades básicas de saúde nas localidades indígenas, e a qualificação de profissionais para melhor diagnóstico e manejo da doença. A estratégia prioriza a identificação precoce de casos graves, o controle da dor – um dos sintomas mais impactantes – e a regulação de pacientes para hospitais de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados.

Paralelamente, medidas de controle vetorial são aplicadas em articulação com a Defesa Civil estadual e a Marinha do Brasil. Incluem a instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas químicos e biológicos que preservam a potabilidade da água, limpeza de terrenos e borrifação ao redor das residências, visando reduzir a proliferação do mosquito transmissor.

A superintendente de Atenção à Saúde, Angélica Congro, destaca o avanço para além da fase aguda: “Estamos acompanhando a redução de casos nas aldeias e agora voltamos o olhar para a fase crônica, com manejo da dor, reabilitação via fisioterapia e organização da rede para evitar agravamentos”.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, reforça a capacitação contínua: “Trabalhamos na estruturação dos fluxos desde a atenção básica até os leitos hospitalares, garantindo agilidade no diagnóstico e segurança para o paciente, além de um legado para o enfrentamento de outras arboviroses”.

Rodrigo Stabeli, diretor-geral da Força Nacional do SUS, enfatiza a integração: “A atuação interfederativa entre governos federal, estadual e municipal soma esforços para superar essa emergência atípica, com apoio logístico e assistencial que protege toda a população”.

Crhistinne Maymone conclui: “A união entre instituições amplia o atendimento na emergência e qualifica a rede para áreas vulneráveis, como as comunidades indígenas”.

As ações visam não só conter a circulação do vírus, mas também preparar o sistema de saúde para desafios futuros, beneficiando toda a sociedade com serviços mais ágeis e eficazes.

 

Com informações da SES
Foto de capa: Arquivo

 


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