Rodar MS: Solução para conservação e modernização das rodovias estaduais
O programa Rodar MS marca uma virada estratégica na gestão de infraestrutura rodoviária de Mato Grosso do Sul. Assinado em 14 de abril de 2026, em Brasília, o acordo com o Banco Mundial (BIRD) libera US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) para uma abordagem proativa e preventiva na manutenção das rodovias estaduais. Desenvolvido pelo Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) e pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seilog), o projeto prioriza a conservação contínua, resiliência climática e segurança viária, saindo do modelo reativo tradicional para um sistema baseado em desempenho.
A Inovação no Coração do Programa
O diferencial do Rodar MS está nos contratos “Crema” (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias) e DBM (Design, Build, Maintain), adotados em países com financiamentos multilaterais. A empresa vencedora da licitação não só executa as obras, mas também projeta, restaura e mantém o pavimento por 10 anos. Isso garante a requalificação inicial de 730 km no Vale do Ivinhema, abrangendo rodovias como MS-141, MS-145 e MS-147, beneficiando mais de 20 municípios. Manutenção proativa e monitoramento contínuo para intervenções preventivas, reduzindo desgastes prematuros e custos a longo prazo. E critérios de desempenho, com pagamentos atrelados a resultados mensuráveis, como qualidade do asfalto e segurança, otimizando o uso do recurso público.
“É um modelo inovador de PPP que transforma recursos em infraestrutura duradoura para a população”, destacou o governador Eduardo Riedel durante a assinatura no Palácio do Planalto, ao lado da bancada federal sul-mato-grossense.
Benefícios para Conservação e Logística
Além da longevidade das rodovias, o programa incorpora ESG (ambiental, social e governança), com foco em descarbonização da logística e acesso seguro a escolas. O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, enfatiza: “Saímos do reativo para o planejado, com prevenção, durabilidade e preparação para desafios climáticos”.
A secretária de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, projeta cinco anos de implantação, com metodologia de curto, médio e longo prazo: “Investimentos mais adequados e menos onerosos ao Estado, perpetuando a iniciativa”.
Essa solução chega em momento crucial. Aliada às privatizações em curso, como concessões rodoviárias, Mato Grosso do Sul precisa fortalecer a logística estadual para atender a explosão de demanda prevista. O Corredor Bioceânico (que conecta o Atlântico ao Pacífico via MS) e o aumento da produção interna (agro, indústria e mineração) nos próximos anos exigirão rodovias eficientes e resilientes. Sem elas, gargalos logísticos podem elevar custos e frear o crescimento econômico.
O próximo passo é a aprovação no Senado para assinatura final com o BIRD, com a bancada federal já articulada para agilizar.