Governo de MS reforça proteção à citricultura com remoção simbólica de murtas na Expogrande

POSTADO EM.: 16 de abril de 2026 ...

O governador Eduardo Riedel marcou presença na 86ª Expogrande, maior feira agropecuária de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (16), participando de uma ação simbólica de remoção de murtas no Parque da Acrissul. O gesto reforça o compromisso do Governo do Estado em proteger a cadeia produtiva da laranja, setor em franco crescimento que impulsiona o agronegócio sul-mato-grossense e gera milhares de empregos na região.

A citricultura tem se consolidado como um dos pilares da economia de MS, especialmente em municípios como Sidrolândia, onde novos pomares estão sendo instalados. Com investimentos crescentes, o Estado busca garantir sanidade fitossanitária para atrair produtores e evitar perdas como as registradas em São Paulo, onde o greening devastou metade das lavouras. “Este ato de extração da murta é para fortalecer a cadeia produtiva da citricultura da laranja. A murta é hospedeira de um vetor da maior doença da laranja que tem afetado os laranjais em São Paulo e outras regiões. Este ato garante sanidade para os nossos pomares de laranja”, destacou Riedel durante o evento.

A murta (Murraya paniculata), planta ornamental comum em cercas-vivas urbanas e rurais, abriga o psilídeo-da-cidadela-dos-citros (Diaphorina citri), principal transmissor do Huanglongbing (HLB ou greening). Essa bactéria causa o apodrecimento das frutas, queda prematura de folhas e morte das árvores em poucos anos. Em Sidrolândia, a proximidade de áreas residenciais com pomares comerciais amplifica o risco, mas ações rápidas do poder público estão mudando esse cenário.

Ações concretas do Governo e prefeituras

O Governo de MS apoia integralmente medidas preventivas, incluindo leis estaduais e municipais que proíbem o plantio, comércio e transporte da murta. Em Sidrolândia, a Lei Municipal nº 2.309/2025 já resultou na erradicação de mais de 1.000 mudas em áreas públicas desde janeiro, com mais 3.000 programadas em balneários rurais. Campo Grande e Três Lagoas seguem o mesmo caminho, com fiscalizações rigorosas e substituição por espécies como o oiti, adaptadas ao clima local.

Esses esforços não são isolados: o Estado investe em fiscalização integrada com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Sustentabilidade), Agraer e prefeituras, promovendo campanhas educativas e viveiros certificados que evitam mudas residenciais de citros. “Buscamos eliminar a murta de regiões onde a laranja está sendo plantada. Assim damos garantia para quem está investindo aqui”, reforçou o governador.

Impacto econômico: empregos e expansão do agro

A proteção à citricultura vai além da sanidade: ela sustenta um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Novos pomares em MS geram empregos diretos e indiretos em colheita, beneficiamento, transporte e exportação, movimentando a economia local. Em 2025, o setor cresceu 20% no Estado, com projeções de duplicação até 2030, segundo dados da Semadesc. A Expogrande, apoiada pelo Governo, serve como vitrine para esses investimentos, conectando produtores a mercados nacionais e internacionais.

Com o agronegócio representando mais de 30% do PIB de MS, ações como essa posicionam o Estado como referência em produção sustentável de citros. O governador Riedel enfatizou: “O Mato Grosso do Sul tem feito a sua parte”, sinalizando parcerias público-privadas para monitoramento contínuo.

A remoção simbólica na Expogrande é mais que um gesto: é um compromisso concreto com o futuro do agro sul-mato-grossense, protegendo lavouras, empregos e os produtores.


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