Flora, cateta resgatada ainda filhote, ganha novo lar no Bioparque Pantanal

POSTADO EM.: 24 de fevereiro de 2026 ...

A pequena Flora, uma fêmea de cateto, começou uma nova fase no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, depois de ser encaminhada pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). O animal não pode voltar à natureza porque foi resgatado ainda filhote e teve contato humano frequente, o que compromete o desenvolvimento de comportamentos essenciais para sobreviver em vida livre, como evitar ameaças, buscar alimento e se integrar adequadamente ao ambiente.

Flora chegou ao Bioparque na segunda-feira (23) e passou a ser acompanhada pela equipe técnica durante o período de adaptação. A decisão de acolhê-la no complexo ocorreu justamente por se tratar de um espaço com estrutura e protocolos voltados ao bem-estar animal e à educação ambiental. A coordenadora do CRAS, Aline Duarte, destacou que, em casos como esse, quando a reintrodução não é possível, o foco é garantir um destino que assegure qualidade de vida e acompanhamento contínuo, e avaliou que o Bioparque reúne as condições necessárias para isso.

Para receber a nova moradora, o Bioparque preparou um recinto no jardim externo, com elementos pensados para as necessidades da espécie, como área ampla com solo natural, pontos de alimentação e água, além de uma piscina de lama, importante para ajudar na regulação térmica, especialmente nos dias mais quentes. O local também conta com área de manejo para que procedimentos de rotina sejam feitos com segurança. A instituição informa que o ambiente atende às normas do Ibama.

Antes da transferência, profissionais do Bioparque foram ao CRAS para acompanhar de perto a situação do animal e realizar etapas prévias de cuidado, como pesagem, desverminação e coleta de exames, garantindo que Flora chegasse ao novo lar com os protocolos sanitários em dia. Já no Bioparque, ela foi incluída no protocolo de manejo e bem-estar animal e deverá passar por um processo gradual de condicionamento, o que facilita os cuidados diários e o acompanhamento veterinário sem estresse.

A bióloga-chefe do Bioparque Pantanal, Carla Kovalski, avaliou que a chegada foi positiva e acima do esperado, observando que Flora explorou o recinto e apresentou boa interação com a equipe responsável pelos cuidados. A expectativa é que, ao longo desta primeira semana, considerada crucial para a adaptação, ela se sinta cada vez mais à vontade e responda bem às rotinas de bem-estar.

Para a diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, a história da cateta também reforça a importância da conscientização do público sobre os fatores que impedem muitos animais de retornar ao habitat natural. Ela lembra que o espaço abriga outros animais cujas trajetórias ajudam a promover educação ambiental, citando as serpentes sucuri Gaby, jiboia Rachel Carson, píton Capitu e a lobinha Delinha.

O Bioparque Pantanal é apresentado como o maior aquário de água doce do mundo e abriga mais de 400 espécies, atuando também em frentes de educação ambiental e bem-estar animal, agora com Flora como mais um símbolo de acolhimento e cuidado com a fauna.


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