Capital reúne 146 mil empresas e lidera economia de MS
Campo Grande segue consolidando sua posição como principal polo econômico de Mato Grosso do Sul, concentrando 41,36% de todos os estabelecimentos em funcionamento no Estado.
Quem passa pela Capital hoje vê uma cidade que não para de crescer. E os números provam isso. Dados da Receita Federal, compilados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), mostram que Campo Grande possui atualmente 146.443 empresas ativas, entre matrizes e filiais.
Isso significa que praticamente 4 em cada 10 empresas de Mato Grosso do Sul estão na Capital. Um reflexo direto de um ambiente que tem se tornado cada vez mais favorável ao empreendedorismo, à inovação e à atração de investimentos.
Serviços puxam a fila
O setor de serviços é o grande motor da economia campo-grandense, com 84.225 empresas, o equivalente a 57,5% do total. Na sequência vêm o comércio (37.878 estabelecimentos), a construção civil (12.357) e a indústria (10.705).
O mais interessante é ver como a economia da cidade se diversificou. Esse mix de setores reduz a dependência de um único segmento e deixa a Capital mais preparada para enfrentar oscilações de mercado. Ou seja: uma economia mais madura e resiliente.
Pequenos negócios, gigante impacto
Se tem um dado que impressiona é a força do empreendedorismo local. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) somam 74.624 registros, a maior fatia entre todos os tipos de empresa.
Quando se soma MEIs, Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), chega-se a aproximadamente 95% de todos os empreendimentos da cidade. É o pequeno negócio movimentando a economia de verdade, gerando emprego, renda e oportunidades em cada canto de Campo Grande.
O secretário municipal Ademar Silva Junior resume bem: “O pequeno empresário movimenta a economia diariamente. É ele quem gera empregos, presta serviços, movimenta o comércio e contribui para o crescimento da cidade.”
Menos papelada, mais negócio
Para que esse cenário continuasse evoluindo, a Prefeitura de Campo Grande colocou em prática a Lei Municipal de Liberdade Econômica, que desburocratizou a abertura de empresas e dispensou alvará para centenas de atividades de baixo risco.
O resultado? Mais agilidade na formalização de novos negócios, menos custos para quem quer empreender e mais segurança jurídica para investidores. Uma medida que torna Campo Grande ainda mais competitiva na hora de atrair novos empreendimentos.
Os indicadores da Semades apontam também a expansão do setor de serviços, o fortalecimento do comércio exterior e a manutenção de baixos índices de desemprego. A expectativa para o restante de 2026 é seguir nessa rota de crescimento, impulsionada pela digitalização dos serviços públicos e pela simplificação administrativa.