Bioparque salva peixes do Pantanal e impulsiona turismo e ciência em MS

POSTADO EM.: 16 de abril de 2026 ...

O Bioparque Pantanal, em Campo Grande, salvou dezenas de peixes vítimas da “decoada” – um fenômeno natural do bioma que reduz os níveis de oxigênio das águas no Pantanal. Em fevereiro, uma equipe de biólogos, veterinários e zootecnistas resgatou os animais no Rio Miranda, região do Passo do Lontra, dando nova chance a espécies como cascudos e bagres, que estavam debilitadas.

A decoada surge quando a água invade as margens, misturando-se com folhas e matéria orgânica em decomposição. Bactérias consomem o oxigênio, causando mortes em massa, especialmente em peixes mais lentos. No Bioparque, os resgatados passaram por quarentena rigorosa, com monitoramento diário de saúde e nutrição, preparando-os para voltar à natureza mais fortes.

Heriberto Guimenes Júnior, biólogo-curador, explica simples: “É como a água ‘sufocando’ pela sujeira natural do Pantanal. Esses peixes sofrem mais, mas agora estudamos sua recuperação para proteger a fauna”. A ação integra pesquisa científica sobre impactos da decoada na ictiofauna pantaneira, gerando dados para artigos e estratégias de conservação.

Com centenas de visitantes diários, incluindo estudantes de escolas públicas e privadas de Campo Grande e do interior, o Bioparque une meio ambiente, ciência e turismo. Turistas de todas as partes de MS, Brasil e do mundo veem a biodiversidade em ação, aprendendo enquanto exploram. Maria Fernanda Balestieri, diretora-geral, destaca: “Damos chance aos peixes, produzimos ciência aplicada e transformamos cuidado em proteção real do Pantanal”.

MS se orgulha do Bioparque, atraindo centenas de milhares de visitantes e pesquisadores todos os anos. Essa iniciativa mostra o equilíbrio entre natureza, pesquisa, estudo e lazer, fortalecendo o ecossistema, o turismo sustentável e valorizando a imagem de Mato Grosso do Sul no mundo.


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