Agro. Algoz da Natureza ou Salvador da Pátria?

POSTADO EM.: 3 de dezembro de 2018 ...

No Brasil, o glamour sempre ficou nas mãos dos empresários e industriais, enquanto aos “fazendeiros”, sobrava o rótulo de caipira das camionetes.

Mas bastou uma crise severa pra mostrar quem realmente produz riquezas e quem produz supérfluos.

Hoje o agronegócio é tratado como galinha dos ovos de ouro do Brasil. Fonte de arrecadação, faça chuva ou faça sol, o Agro vem ano após ano se consolidando e mantendo o PIB brasileiro vivo, enquanto os setores da indústria, comércio e serviços se apertam e se reinventam para parar de encolher.

A tecnologia avança com voracidade no melhoramento dos processos e produtos do agronegócio. As pesquisas desenvolvidas e a ciência aplicada são compartilhadas e exportadas para os países mais ricos do mundo.

Mas podemos produzir mais sem causar mais prejuízos ao meio ambiente?

Em novembro deste ano vimos uma tragédia anunciada acontecer em Bonito, nosso mais belo cartão postal do Ecoturismo brasileiro, aparentemente causado pelo avanço da agricultura na região.

Segundo especialistas, a região vem registrando um estreitamente das matas ciliares e vegetação nativa por ação do avanço das áreas de plantio, o que vem deixando expostas as reservas de preservação permanentes, tornando difícil o trabalho destas de conter as águas das chuvas e o carreamentos de terra para os leitos dos rios, causando o turvamento das águas cristalinas da região.

Por décadas muito se discutiu sobre o assunto. Mas a produção sempre teve mais força política que a preservação, e o resultado está aí. A região da Serra da Bodoquena corre sério risco ambiental e já sofre prejuízos financeiros com os acontecimentos recentes, quando muitos turistas cancelaram passeios e viagens para a região.

Nós precisamos de alimento tanto quanto precisamos da natureza em equilíbrio e vive versa. A exploração agrícola já causou mudanças terríveis em muitos lugares do mundo, a exemplo dos EUA onde áreas cultiváveis se tornaram desertos pela ação descontrolada do homem.

Esta é a dura missão da futura ministra da Agricultura: Fomentar o agro e ao mesmo tempo proteger a natureza. Em entrevista recente, Tereza Cristina disse que essa foi a ordem do futuro presidente: Desenvolvimento Sustentável. Vamos torcer para que o discurso seja confirmado na prática. Mato Grosso do Sul tem muito a ganhar com a sustentabilidade, e muito a perder sem ela.


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