A direita nacional precisa aprender com a direita de Mato Grosso do Sul

POSTADO EM.: 6 de outubro de 2026 ...

A direita nacional segue sem objetivo. Refém de discursos radicais, de opiniões agressivas e de pautas que dividem em vez de construir, ela se aprisionou num tom violento que não entrega nada, nem ao eleitor, nem ao país. Ataques a república, cerceamento de direitos, enfraquecimento do combate a violência contra a mulher, antifeminismo e outras pautas que não engrandecem ninguém, não colaboram com nada e só servem à vontade de poucos. Enquanto isso, Mato Grosso do Sul destoa e mostra o caminho. E o caminho não é radical abobalhado, ele é ideológico, de gestão, de resultado e de equilíbrio.

Desconsiderando os poucos doidinhos abestalhados que ainda não perceberam isso, a liderança da direita sul-mato-grossense não perdeu tempo com essa discussão. Foi direto ao cerne do que é ser de direita: valorizar a produção e a economia. A lógica é brutalmente simples. Com contas em dia, situação fiscal responsável e um Estado são, cria-se o ambiente para empresas, serviços, indústria e comércio crescerem. E quem não entende isso não entende nada: a saúde fiscal é o que financia as políticas sociais. Sem dinheiro, sem arrecadação, sem estabilidade, não existe programa social que se sustente. É matemática, não opinião.

E por aqui, esse caminho vem sendo trilhado há anos. Desde o governo Reinaldo Azambuja, o Estado enfrentou reformas estruturais — muitas impopulares, que geraram conflito e reclamações. Reforma da Previdência, apoio às empresas, incentivos fiscais.

E agora Riedel da sequência e potencializa a estratégia. O resultado? Mato Grosso do Sul atraiu uma das maiores carteiras de investimentos privados do país: mais de R$ 80 bilhões em 2025, com projeções que já chegaram a R$ 105 bilhões. E tudo isso ainda com o cinto apertado, refém de uma política fiscal justa e austera. Mas é exatamente essa disciplina que coloca o Estado num patamar de desenvolvimento muito acima da média nacional.

E aqui está a lição que ninguém quer ouvir: enquanto muitos estados esperam de braços cruzados a solução vir de Brasília, Mato Grosso do Sul assumiu a dianteira da própria infraestrutura. Nas rodovias, estruturou um dos programas de concessão mais ambiciosos do país. A Rota da Celulose levou à iniciativa privada a recuperação de 870 quilômetros de estradas estaduais e federais, num contrato bilionário de cerca de R$ 6 bilhões — assinado mesmo depois de superar entraves judiciais. E o governo já sinalizou novos trechos para licitar.

Nas ferrovias, o caso é ainda mais emblemático. Projetos que cortam o Estado vêm sendo travados pelo governo federal, comprometendo a competitividade. Mas o governo estadual não desistiu. Insistiu, articulou e conseguiu incluir a ferrovia no Programa de Parcerias de Investimentos. Quando o federal trava, o estadual empurra. E as indústrias estão respondendo: grandes empreendimentos se instalam atraídos pela previsibilidade fiscal, pela segurança jurídica e pela infraestrutura em construção.

O maior símbolo dessa visão é a Rota Bioceânica, o corredor que vai ligar o Brasil ao Pacífico passando por Paraguai, Argentina e Chile. A Ponte Internacional que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta já está com 75% de execução e deve ser entregue no segundo semestre de 2027. Mas a Rota exige grandes investimentos estaduais, federais e municipais para ser eficiente e efetiva. Não basta a ponte: é preciso asfaltar acessos, estruturar portos secos, ampliar rodovias, garantir segurança na fronteira e preparar as cidades. E é aí que o modelo sul-mato-grossense se diferencia — o Estado não espera o recurso cair do céu, ele constrói as condições para que o investimento venha, articulando todos os níveis de governo sem disputa ideológica, sem vaidade, sem radicalismo.

Os resultados sociais comprovam a tese. Mato Grosso do Sul vive o pleno emprego e lidera o ranking nacional de mobilidade social, é o terceiro estado com menor índice de pobreza do país, tirou 40 mil pessoas da pobreza entre 2023 e 2024 e reduziu a extrema pobreza de 2,7% para 1,6%. Tudo isso dentro de governos de direita. Provando que é possível ser de direita sem deixar ninguém para trás, sem virar as costas para o necessitado, sem abandonar a política social que ampara quem está abaixo da linha da pobreza — investindo em educação, em qualificação de mão de obra, em industrialização e na diversificação da matriz econômica.

Mas há um desdobramento que poucos percebem, e que talvez seja a maior lição de todas. Quando a direita tem equilíbrio no discurso e nos atos, ela passa a controlar todo o espectro político. Não precisa gritar para ser ouvida. Não precisa radicalizar para se impor. Ao ser serena, previsível e propositiva, conquista o centro — aquele eleitorado que desconfia de extremos e busca estabilidade. E mais: com esse equilíbrio, a direita conversa, dialoga e negocia muito bem com a esquerda. Não por fraqueza, mas por convicção de que o Estado não se constrói no isolamento. É dessa capacidade de sentar à mesa que nasce uma política de coalizão propositiva e construtiva — sem guerra, sem conflitos que travem a máquina pública, sem disputas que impeçam a evolução e o desenvolvimento.

É exatamente o que Mato Grosso do Sul tem feito. Governos de direita que dialogam com todos os partidos, que negociam com o Legislativo, que constroem pontes em vez de muros. E o resultado está aí, nos números: o Estado que mais cresce, que mais reduz pobreza, que mais gera mobilidade social, que mais atrai investimentos — porque soube unir a disciplina fiscal à capacidade de diálogo e investimentos onde há mais urgência.

E aqui está o aprendizado: Ser de direita não é gritar mais alto ou ser mais hostil com quem pensa diferente. É governar melhor. E governar melhor, em democracia, significa ter equilíbrio para dialogar com todos, sem abrir mão dos princípios, mas também sem transformar a política em campo de batalha. Mato Grosso do Sul tem provado isso todos os dias, com resultados que beneficiam toda a sociedade — não apenas uma parcela dela. E é por isso que o Estado avança onde o país trava. E para quem ainda duvida, o resultado das urnas no último domingo prova que tudo isso é um fato. Enquanto o Brasil hostilmente dividido, Mato Grosso do Sul pacificamente unânime.

 


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