Por quê o corredor Bioceânico é estratégico para o país e transformador para MS?

POSTADO EM.: 28 de julho de 2020 ...

O titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) secretário Jaime Verruck participou nesta segunda-feira (20) de uma live sobre o Corredor Bioceânico promovida pelo projeto de pesquisa e extensão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Com a presença de autoridades envolvidas com o projeto e pesquisadores, a live abordou aspectos econômicos, sociais e históricos da obra que vai promover a integração comercial e cultural entre os quatro países da América do Sul, impulsionando o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul.

O secretário Jaime Verruck destacou que apesar de ser amplamente discutido no Estado é um projeto estratégico para o país, que está apostando no Corredor Bioceânico como uma alternativa logística de escoamento da produção, mas que cria impacto na economia local.

“A mudança advinda da rota já vem acontecendo. São várias iniciativas, como a abertura dos portos em Porto Murtinho, a construção de um macroanel rodoviário para acesso aos portos, estacionamento de caminhões, uma rotatória de acesso, e o processo licitatório para estudo do acesso à ponte e do centro integrado de alfandega que está aberto. São obras que estão acontecendo e começando a transformar a região onde a rota será inserida”, disse o secretário.

Ministro de carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson, é o coordenador nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos e destacou que Mato Grosso do Sul deve ficar 18% mais competitivo com a implantação da rota que ligará o Estado ao oceano pacífico via terrestre.

“Hoje o Estado exporta menos de 1% de seus produtos para o Paraguai, enquanto que envia 40% do total comercializado para o exterior à China. O corredor deve fortalecer as relações comerciais com outros países, diminuindo a dependência da China, ampliando a cesta de produtos exportados e os insumos importados”, afirma.

Parkinson e o Deputado federal Vander Loubet (PT/MS), autor da emenda parlamentar que destinou recursos para a realização da pesquisa, destacaram que a rota não só dará acesso ao pacífico, mas vai romper o isolamento das cidades fronteiriças do estado, levando desenvolvimento e emprego para municípios como Porto Murtinho, onde é grande a demanda por transformação econômica.

Coordenador do projeto, Prof. Dr. Erick Wilke, da Escola de Administração e Negócios (ESAN/UFMS) disse que a live apresentou pesquisas que estão sendo realizadas em cinco eixos prioritários, sendo economia, turismo, logística, direito e história. “É uma oportunidade de levar o conhecimento produzido até agora para a população”.

Assista o vídeo: