O Chamamé amanheceu em silêncio

POSTADO EM.: 18 de fevereiro de 2019 ...
Faleceu na noite de domingo Dino Rocha, um dos ícones do Chamamé sul-mato-grossense.

Faleceu na noite de domingo Dino Rocha, um dos ícones do Chamamé sul-mato-grossense. O sanfoneiro estava internado a quase um mês em decorrência de complicações do diabetes e pressão alta.

Dino nasceu em 23 de maio de 1951 em Jutí, no sul do estado, filho de mãe alemã e pai gaúcho, Dino aprendeu a tocar acordeom aos 9 anos de idade, e aos 16 já se apresentava com seu primeiro grupo “Los 5 nativos”. De lá pra cá Dino acumulou dezenas de composições, projetos e amigos. Gravou com Amambai e Amambaí, Zacarias Mourão, Guilherme Rondon, Celito Espíndola, Paulinho Simões entre outros grandes nomes da música regional.

Gravou mais de 30 discos e participou de outros incontáveis com parceiros e amigos. Seu último projeto foi o Chalana de Prata, que ao lado de Guilherme Rondon, Paulinho Simões e Celito Espíndola se apresentou em 2017 no Festival de Inverno de Bonito.

No ano 2000, o projeto “Balaio Brasil” levou Dino pelo Brasil ao lado de Dominguinhos, Caçulinha, Sivuca, Hermeto Pascoal e Toninho Ferragut. Dentre outros projetos que reconheceram a importância e a qualidade do sanfoneiro do Mato Grosso do Sul.

Em nome de todos os sul-mato-grossenses, que amam a arte e música de qualidade, independente do estilo, só temos uma coisa a dizer… OBRIGADO, DINO!

Foto: Kemila Pellin