Governo assume a responsabilidade em combater o trabalho escravo no MS

POSTADO EM.: 15 de dezembro de 2020 ...

A Fundação do Trabalho de MS (Funtrab) busca resguardar de várias maneiras os trabalhadores no Estado, e dentre as diversas ações das políticas públicas do trabalho está o combate ao trabalho análogo à escravidão. Para tanto, em 18 de setembro de 2019 criou-se Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MS) e agora faz parte da Comissão Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Conatrae).

Na última segunda-feira (14) em uma reunião ordinária com participações presenciais e virtuais, a coordenadora da Conatrae, Andréia Figueira Minduca, oficializou a entrada do Estado na comissão no eixo nacional para combater o trabalho escravo no MS.

“ Essa foi uma grande conquista, entramos na rota nacional no enfrentamento ao trabalho escravo, fomos um dos últimos Estados a entrar nessa Comissão, houve várias tentativas frustradas, mas agora conquistamos nosso lugar ”, declarou Marcos Derzi, diretor-presidente da Funtrab.

Além da oficialização, houve a posse dos membros das entidades não governamentais, para composição da comissão no biênio 2021-2023; são eles: o titular Maucir Pauletti e o suplente Rodney Custódio da Silva Ferreira Junior, ambos do Instituto de Direitos Humanos de MS José Nascimento (IDHMS.JN), e o titular José Carlos Pacheco, como suplente, Simone Cristine Batista, ambos da ATIN-MS.

Também ocorreu a votação para composição da coordenação da Coetrae/MS 2021/2023, ficando definido que a coordenadora será a servidora efetiva da Funtrab, Rosália Aparecida Ferreira da Silva, e como vice coordenador José Carlos Pacheco, da Associação de Trabalhadores Indígenas (ATIN-MS).

“ O Estado tem poder de polícia, por isso é de suma importância que a Funtrab assuma essa responsabilidade. Cabe ressaltar que o trabalho escravo possui uma nova configuração, as pessoas não estão mais acorrentadas, escravidão se caracteriza no processo de ludibriar, tirar direitos, submeter os trabalhadores em condições sub-humanas, dentre outros”, reforçou Maucir Pauletti, presidente do (IDHMS.JN)