Estagiário da Sanesul recebe reconhecimento da NASA após identificar falha em servidor
O talento para a tecnologia sempre acompanhou Carlos Eduardo da Paixão, mas foi recentemente que sua habilidade rompeu fronteiras internacionais. Estagiário da DCO há um ano e três meses, cursando as faculdades de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Defesa Cibernética, o jovem de 18 anos conquistou um grande feito: o reconhecimento oficial da NASA.
A jornada começou por inspiração de alguém com o mesmo nome, um rapaz de São Paulo que também foi reconhecido pela agência. A partir desse momento, Carlos Eduardo tomou como meta pessoal também receber uma carta de reconhecimento da NASA.
Após três dias de buscas intensas iniciadas em abril, ele identificou uma vulnerabilidade em um repositório da agência espacial por meio de uma ferramenta que procurava diretamente nos subdomínios. A falha encontrada estava no nível P1, considerado o mais grave dentro dos protocolos da NASA, pois permitiria a execução de códigos diretamente no servidor da instituição.
Seguindo as orientações disponibilizadas pela NASA, ao encontrar a vulnerabilidade, o estagiário utilizou a plataforma Bugcrowd, onde apresentou uma prova de conceito. A partir daí, foram alguns dias de espera até que o primeiro retorno veio de forma negativa, com a análise apontada como não reproduzível.
Mas Carlos Eduardo persistiu. Sabendo que havia encontrado algo relevante, refez a prova de conceito e enviou novamente. Desta vez, ela foi aceita, e ele pôde contribuir na construção da solução por meio de contato direto com os pesquisadores da agência espacial.
O esforço resultou em uma carta de agradecimento enviada por e-mail, que hoje ocupa um lugar de destaque na parede do jovem. “Eu não escolhi a tecnologia, ela que me escolheu”, brinca Carlos, que já demonstrava aptidão ao vencer a Olimpíada Brasileira de Robótica aos 13 anos. Esse histórico foi decisivo para sua contratação na Sanesul, como recorda seu supervisor, Vitor César Gonçalves, que identificou o potencial do jovem logo na primeira pergunta da entrevista.
No dia a dia da Sanesul, Carlos aplica seus conhecimentos de cibersegurança para proteger o cadastro técnico, um banco de dados que alimenta 70% da empresa, envolvendo setores como ouvidoria, patrimônio, contabilidade e meio ambiente. Com a formatura prevista para 2028, Carlos Eduardo projeta um futuro de crescimento, seja ascendendo dentro da própria Sanesul ou empreendendo no setor tecnológico.
A Sanesul possui um programa de estágio em diversas áreas, que oferece espaço para que os estagiários cresçam e se desenvolvam profissionalmente.
