Após pico causado por nova regra do Ministério, MS registra apenas 367 novos casos, mas óbitos ainda preocupam
O Governo do Estado, anunciou na tradicional Live de apresentação do Boletim Oficial Coronavírus, os números apurados até as 19h desta sexta-feira. Como esperado, após a inserção dos casos revisados pelos novos critérios de diagnóstico do Ministério da Saúde, os números voltaram a apresentar baixos índices de novos casos, 367. Mas ainda mantendo números altos de óbitos, 20.
Segundo o Boletim Oficial apresentando neste sábado, 12 de setembro, Mato Grosso do Sul tem 58.671 casos e 1.055 óbitos por Covid-19 confirmados. Ainda estão em análise nos laboratórios do LACEN e parceiros 1.886 testes. Números que devem ser desafogados na próxima semana quando o novo equipamento de diagnóstico dos testes adquirido pela Secretaria de Saúde deve passar a operar. Este equipamento tem capacidade de analisar mais de mil testes por dia.
A média móvel de casos caiu para 763,29, mas a de óbitos subiu pra 14,57 por dia. Outro índice que teve piora foi a Taxa de Contaminação que de 1,08 subiu para 1,10. Especialistas dizem que é preciso buscar a taxa abaixo de 1 para que a epidemia entre na curva descendente e contamine cada vez menos pessoas.
Outro dado importante é que Mato Grosso do Sul se manteve como o quarto estado menos afetado pela pandemia, tendo apenas Amapá, Acre e Roraima com menos casos confirmados. A Taxa de Letalidade se manteve em 1,8% dos casos confirmados, e apresentamos 524 pacientes internados, sendo 291 em leitos clínicos que atende os casos com menor gravidade e 238 em UTI, sendo que 5 pacientes são originários de outros estados e não são contabilizados nos números de MS.
Outra boa notícia é que mesmo com os 2.258 casos do boletim de ontem, que incorporou o reajuste da revisão de regras de diagnóstico, esta semana não foi a pior da série. O recorde semanal ainda permanece na semana 35 (23 a 29 de agosto), que contabilizou 6.135 casos. Esta semana 37 fechou com 5.343 casos, sendo a quarta pior semana epidemiológica até o momento.
Mas o momento ainda não é de relaxamento. O vírus ainda circula com força e se aproveita de afrouxamentos das regras de distanciamento social e higiene pessoal. Se tivermos disciplina agora, nessas próximas 3 semanas, teremos uma redução ainda mais rápida dos números de contaminados e óbitos e poderemos esperar pela vacina com mais tranquilidade e sanidade. Faça a sua parte!