Agro de MS pede mais: saiba o que o setor entregou ao governador Riedel na Expogrande

POSTADO EM.: 18 de abril de 2026 ...

Documento da Famasul lista prioridades do campo e dois acordos históricos foram assinados no evento

O agronegócio de Mato Grosso do Sul já é o maior motor da economia do Estado. Mas quem está no campo sabe que crescer não é suficiente — é preciso ter estrada boa, crédito acessível e segurança para planejar. Foi exatamente por isso que o setor foi até o governador Eduardo Riedel, durante a Expogrande, com uma lista de pedidos na mão.

Na última quinta-feira (17), o Sistema Famasul — a federação que representa os produtores rurais de MS — entregou formalmente ao governador o documento “Demandas para o Fortalecimento da Agropecuária de Mato Grosso do Sul”. O encontro aconteceu no estande do Senar/MS e reuniu secretários de Estado, produtores e lideranças do setor produtivo.

Mas o que é a Famasul? É a entidade que reúne os sindicatos rurais do Estado e atua como a voz oficial dos produtores junto ao poder público. Quando ela entrega um documento ao governo, é o campo falando diretamente com quem toma as decisões.

O que está no documento?

O texto aponta os principais entraves que ainda travam o crescimento do agro sul-mato-grossense. Entre os temas centrais estão a necessidade de melhorias na infraestrutura logística — rodovias e escoamento da produção são gargalos históricos —, ampliação do acesso a crédito rural para pequenos e médios produtores, inovação no campo e mais segurança jurídica para quem quer investir em novas culturas e expansão de áreas.

Em linguagem direta: se a estrada está ruim, o transporte fica mais caro e o produto chega com custo maior ao consumidor. Se o crédito é difícil, o produtor menor não consegue plantar mais. O documento é um diagnóstico dessas barreiras — e uma cobrança para que o governo atue.

DOIS ACORDOS ASSINADOS NA EXPOGRANDE

• Centro de Ensino no Pantanal — protocolo entre Famasul, Funar e Governo do Estado para criar um espaço de formação e qualificação profissional voltado à realidade da região pantaneira.

• Digitalização de títulos na faixa de fronteira — cooperação para agilizar a regularização fundiária em áreas de fronteira, dando mais segurança jurídica aos produtores da região.

O Centro de Ensino no Pantanal merece atenção especial. A ideia é levar educação e qualificação profissional para quem vive e trabalha nessa região única — geralmente distante dos grandes centros e com acesso limitado a cursos técnicos e profissionalizantes. É um investimento de longo prazo na gente do campo.

Por que isso importa para quem mora na cidade?

Pode parecer que isso é assunto só para quem tem fazenda. Mas o agronegócio é responsável por praticamente toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul. Isso significa emprego na indústria, arrecadação para o Estado e capacidade de investimento em saúde, educação e infraestrutura urbana.

Quando o campo vai bem, a cidade sente. E quando o campo pede melhorias, é sinal de que há espaço para ir ainda mais longe.

E os desafios?

Nem tudo é festa. O documento entregue ao governador reconhece que o setor ainda convive com oscilações de mercado, riscos climáticos e dificuldades de crédito. MS tem expandido culturas como citricultura e amendoim, avançado no etanol de milho e na indústria de celulose — mas manter esse ritmo exige mais do que vontade política. Exige políticas públicas consistentes e investimento contínuo.

Agora, o próximo passo está com o governador Riedel: quais demandas serão priorizadas? O MSdoSul continuará acompanhando os desdobramentos.


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